Patram impede desmanche do Mariangela Matarazzo

Proprietária do navio alega que queria de fazer reparos

Porto Alegre, 4-8-2000 - A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) realizou ontem uma reunião com a empresa Nasa - Navegação Atlântico Sul S.A. para discutir o impasse jurídico envolvendo o navio Mariangela Matarazzo, atracado no Estaleiro Só, em Porto Alegre. A Fepam realizará uma análise de riscos ambientais na embarcação, e a empresa comprometeu-se a assinar um plano de responsabilidade, evitando novas intervenções no navio. Segundo a fundação, a Nasa alega que pretende fazer reparos no Mariangela, porque estaria preocupada com a situação de risco ambiental na área.

Na última terça-feira, dia 1º, foi impedida uma suposta tentativa de desmanche do barco. O Batalhão Ambiental (Patram) foi até o local após uma denúncia e constatou a movimentação de pessoas e de equipamentos junto ao navio, que está interditado desde a operação de retirada de 35 mil litros de óleo de seus tanques, em abril. A proprietária do navio foi autuada pela Fepam, pois o Mariangela não pode ser removido ou sofrer qualquer tipo de ação sem autorização do órgão ambiental. De acordo com o assessor jurídico da Fepam, José Luis de Moura Filho, os responsáveis pelo navio devem pagar a multa pendente de R$ 350 mil, e o gasto com a remoção do óleo, de R$ 21 mil.