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Imagens do bugio-ruivo em ambientes naturais de Porto Alegre

Fotografias de Adriano Nygaard Becker

O bugio-ruivo (Alouatta fusca) é uma das três espécies de primatas não-humanos presentes no Rio Grande do Sul e habita a região de Porto Alegre há milhares de anos. Atualmente está em processo de extinção devido à caça e, principalmente, à destruição de seu hábitat - as matas nativas.

Em 1500, essas florestas cobriam 40% do solo gaúcho; em 1940, elas ainda preenchiam 35% da área do estado. Hoje, não mais do que 2,69% (750 mil hectares) do Rio Grande do Sul apresentam cobertura florestal natural.

Porto Alegre ainda tem cerca de 10% de sua área com vegetação nativa. O extremo sul da capital concentra alta diversidade biológica devido às florestas e outros ecossistemas associados à Mata Atlântica ainda existentes no Lami e nos morros São Pedro e da Extrema, por exemplo.

Esses ambientes, juntamente com o Parque Estadual de Itapuã (Viamão), entre outros, constituem os últimos refúgios de vida silvestre na região metropolitana. São espaços onde acontece a evolução orgânica - um processo contínuo em que os seres vivos vem se desenvolvendo há cerca de 3,7 bilhões de anos (idade da vida na Terra). Nós humanos somos parte dele, assim como o bugio-ruivo e as demais espécies da fauna e da flora.

Celebrar o Espetáculo da Vida e compartilhar a beleza do cotidiano do bugio-ruivo nas matas da região de Porto Alegre são objetivos dessa mostra fotográfica. Ao mesmo tempo, pretendemos trocar informações sobre os ecossistemas para colaborar na busca de alternativas econômicas compatíveis com a preservação ambiental – o desenvolvimento sustentável.